Espelhos
“Às vezes o espelho aumenta o valor das coisas, às vezes, anula. Nem tudo o que parece valer acima do espelho resiste a si próprio refletido no espelho.”
As cidades invisíveis – Italo Calvino
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A porta do passado se abre e range
ruídos esquecidos retornam inquietos
risos de sarcasmo e deboche
surgem de suas covas rasas
A insepulta humilhação marca com fogo
o couro já duro e fustigado
pela exposição às lágrimas do sol
irrupções epidérmicas de tristeza e sofrer
A porta do passado nunca se fecha
por ela a réstia de escuridão
ilumina qualquer (im)possível alegria
A porta do passado é enterrada
pelas falhas geológicas da memória
mas permanecem lá a porta e o passado.
“Os futuros não realizados são apenas ramos do passado: ramos secos.”
A Guerra dos Rocha. Filme fraco. Direção de Jorge Fernando. Não emplaca. O filme não decola, não sai da mesmice, sequer consegue ser engraçado. Mesmo com alguns bons atores, o filme é mais chato que novela das seis.escapa um pedaço de som
da harpa paraguaya
que só sabe cantar
a inveja da anhuma
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